O Brasil terá 75 praias e marinas reconhecidas pela certificação internacional Bandeira Azul durante a temporada 2026/2027. A informação foi divulgada em 8 de outubro de 2026 pelo Ministério do Turismo, que destacou o avanço de destinos brasileiros comprometidos com a qualidade ambiental e a organização das áreas voltadas ao turismo.
O número representa um crescimento de 25% em comparação com a temporada anterior. Mais do que uma marca de reconhecimento, a expansão indica que um grupo maior de praias e marinas passou a atender critérios associados à preservação, à gestão responsável e à experiência oferecida aos visitantes.
O que significa a certificação Bandeira Azul
A Bandeira Azul funciona como um indicador de qualidade para pessoas que procuram destinos de praia com melhores condições ambientais e estrutura de visitação. A avaliação considera aspectos relacionados à qualidade da água, à gestão ambiental e à organização dos locais turísticos, elementos que influenciam diretamente a segurança, o conforto e a percepção do viajante.
Na prática, a certificação aproxima a conservação ambiental do planejamento das viagens. Ao escolher uma praia ou marina reconhecida, o visitante encontra um sinal de que aquele espaço adota medidas voltadas à proteção do ambiente e à organização do uso turístico. O selo, portanto, pode ser considerado ao lado de fatores como localização, hospedagem, acesso e atividades disponíveis.
Crescimento reforça a agenda do turismo sustentável
O aumento de 25% no total de áreas reconhecidas ocorre em um momento de valorização de experiências turísticas mais responsáveis. Para os destinos, a adesão a critérios ambientais e de gestão pode contribuir para melhorar a imagem perante o público e estimular políticas permanentes de cuidado com praias, marinas e seus entornos.
Esse movimento também amplia a importância da educação ambiental. A sustentabilidade não depende apenas de ações realizadas pela administração dos destinos: ela envolve o comportamento de moradores, trabalhadores, empresas e turistas. O uso adequado dos espaços, o respeito às áreas preservadas e o descarte correto de resíduos são atitudes que ajudam a manter a qualidade dos locais visitados.
Ao reunir qualidade da água, gestão ambiental e organização, a Bandeira Azul também evidencia que a competitividade de um destino não está limitada à beleza natural. A infraestrutura e a capacidade de administrar o fluxo de visitantes são componentes importantes para garantir uma experiência positiva sem ampliar desnecessariamente os impactos sobre o litoral.
Como o reconhecimento pode ajudar na escolha do destino
Para quem está planejando a temporada 2026/2027, a certificação pode servir como uma referência inicial na pesquisa por praias e marinas brasileiras. Ela não substitui a consulta a informações práticas sobre transporte, hospedagem, condições locais e regras de uso, mas oferece um critério adicional para viajantes interessados em combinar lazer e responsabilidade ambiental.
A Bandeira Azul também pode orientar escolhas de famílias, grupos e viajantes que priorizam destinos organizados. Em vez de avaliar apenas a paisagem ou a popularidade de uma praia, o turista pode observar se o local adota parâmetros relacionados à conservação e à estrutura de visitação.
O reconhecimento não elimina a responsabilidade individual. Mesmo em áreas certificadas, a preservação depende da colaboração de quem visita. Respeitar orientações, evitar danos à vegetação, manter os espaços limpos e seguir as regras estabelecidas são práticas essenciais para que os benefícios ambientais e turísticos sejam mantidos ao longo do tempo.
Expansão valoriza praias e marinas brasileiras
Com 75 praias e marinas previstas no programa durante a temporada 2026/2027, o Brasil amplia a presença de destinos associados a padrões internacionais de sustentabilidade. Segundo o Ministério do Turismo, o resultado reforça a expansão de iniciativas que integram conservação, educação ambiental e melhoria da infraestrutura turística.
Para o setor de viagens, a evolução do programa cria novas possibilidades de divulgação dos destinos nacionais e fortalece a percepção de que a preservação pode caminhar junto com o desenvolvimento turístico. Para os visitantes, o principal ganho é contar com mais referências na hora de buscar experiências de praia alinhadas à qualidade ambiental e à gestão responsável.
